People skills: um caminho para a plenitude

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People skills

Na busca por entender o que era a felicidade, Caroline Garrafa criou o Método Santé, um verdadeiro MBA da própria vida com foco no desenvolvimento de People Skills.

Engenheira de Produção por formação e apaixonada por pessoas por missão e vocação, Caroline Garrafa percorreu sua trajetória profissional no mercado financeiro, onde encontrou reconhecimento na carreira e equipes qualificadas. Porém, percebia que as pessoas não eram, de fato, felizes. 

Após perder seu pai, deu uma guinada na vida e mudou-se para a França para estudar o comportamento humano e lideranças. Nessa experiência, uma nova descoberta: para compreender de fato o que era a felicidade, precisaria ouvir e vivenciar na prática das pessoas. 

Daí em diante, Caroline percorreu mais de 25 países perguntando em cada lugar o que era felicidade. A pesquisa trouxe insumos para que retornasse ao Brasil, se especializasse em neurociência e fundasse o método Santé. 

O que é o Método Santé? E como ele se estrutura?

Buscando entender o que era a felicidade, fundei um método exclusivo que combina neurociência e autoconhecimento. O processo consiste em descobrir quem você é; recriar seus talentos potencializando seu cérebro; desconstruir seus sabotadores conhecendo suas crenças limitantes; construir seu verdadeiro caminho de sucesso e manter o equilíbrio. 

Ou seja, um verdadeiro MBA da própria vida, desenvolvendo suas People Skills (conhecidas como “soft” skills, mas que idealizei um novo nome, pois de “soft” não tem nada), para atingir alta performance e a verdadeira felicidade. Ao longo da nossa história, milhares de pessoas foram sendo transformadas e contribuíram para a evolução do método. Hoje, somos em 4 sócios e mais de 20 mentores. Atuamos no Brasil, EUA e Reino Unido com programas corporativos (liderança, cultura, gestão) e palestras, além de mentorias individuais e nossa imersão exclusiva chamada Santé Experience.

Na sua perspectiva, qual é o maior desafio que as pessoas enfrentam no caminho de descoberta do seu propósito?

O maior desafio é as pessoas ficarem procurando o alvo e não entenderem que sempre foi o caminho, o processo. Como se um dia fossem acordar e, pronto, descobrir o propósito. Estamos vivendo em um mundo muito acelerado e de aparências, querendo a fórmula mágica ou a receita pronta, mas o verdadeiro propósito requer esforço, trabalho duro e um olhar verdadeiro para dentro ao longo do caminho.

Conectar os pontos, ter experiências, viver, errar, aprender, aprimorar e evoluir. Estamos com erro de conceito, propósito não é alvo, é saber o que está fazendo, o porquê está fazendo e como está fazendo. É ter mais consciência das suas ações e decisões, análises e não existe outra forma se não se conhecer a fundo, desenvolver suas People Skills, traçar metas e trabalhar na direção para atingi-las!

A ideia de felicidade corporativa, por muitos, ainda é considerada um mito. Ao que você atribui essa mentalidade?

Isso é cultural, ao invés de mito chamaria de crença limitante. Durante muitos anos só podíamos levar a razão para o trabalho, precisávamos deixar a emoção em casa. Seja tristeza, stress ou até mesmo a felicidade.

Ou seja, trabalho era sinônimo de apenas resultados, lógica, pagar conta, hard skills. Ainda hoje a escola incentiva muito mais as hard skills do que People Skills ( “soft” skills como é chamado erroneamente). Com isso, não encontramos líderes bem preparados, que cuidem bem das pessoas. Consequentemente, os ambientes não são seguros psicologicamente e, juntamente com a falha de processos, estratégia clara e falta de comunicação eficaz, não tem espaço para uma verdadeira cultura de desenvolvimento e felicidade.  Claro que existe uma evolução e por isso mesmo há tantas startups desenvolvendo sua própria cultura e lugares com uma mentalidade muito diferente, mas ainda é um grande desafio, sendo um assunto que precisa ser muito trabalhado e conscientizado. 

Existe alguma People Skill que você percebe  comum aos profissionais que atingem a plenitude profissional?

Existe uma pesquisa famosa que entre os perfis de doadores, tomadores e compensadores, as pessoas com maior fracasso, na base da escala, tem o perfil de doadores, mas as que atingem a plenitude, no topo da escala, também tem o perfil de doadoras. A diferença é  que os doadores na base são pessoas que doam para preencher uma necessidade interna, seja de aceitação ou aprovação, passando por cima das suas próprias necessidades. Os doadores do topo do sucesso possuem plenitude, transbordam, tem uma vida com propósito e doam para devolver ao mundo seus talentos e conquistas. Isso é muito People Skills, pois para transbordar, você precisa se conhecer, potencializar talentos e viver uma vida com propósito. O título de uma das minhas palestras é: Dá para ter sucesso e ser feliz? E a conclusão é que na verdade, dá para ser feliz e ter sucesso, essa é a verdadeira plenitude! 

Qual é o seu legado rock?

Acredito que as pessoas com propósito mudam o mundo. Por isso, meu legado rock é impulsionar as pessoas para que busquem seu propósito e encontrem dentro de si sua melhor versão. E não existe outro caminho a não ser desenvolver suas People Skills, agindo e caminhando com fé. Como sempre digo: não existe coincidência, nada é por acaso e tudo faz sentido. 

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